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Por
acaso você que neste momento está a ler este texto, sabe como é
que surgiu o dia de S. Valentim? Provavelmente não. Milhões de
pessoas em todo o mundo comemoram este dia sem saber
rigorosamente nada sobre ele, não acham que é triste? O facto de
as pessoas fazerem deste dia um dia tão especial e não
conhecerem toda a história que motivou o dia 14 de Fevereiro,
apenas significa que nós comemoramos este dia porque as outras
pessoas também o fazem. A parte final que se segue conta
resumidamente toda a história que está por detrás do dia de
S.Valentim. É um acontecimento trágico que deveria ser lembrado
por todos e que deveria fazer de nós pessoas mais tolerantes e
respeitadoras pelo próximo, pelo menos em relação à nossa pessoa
amada, não acham?
O Dia de São
Valentim, tem a sua origem num acontecimento ocorrido na segunda
metade do século século III na cidade de
Terni,
a 75 km de
Roma.
O
Império Romano
era governado, na altura, por
Claudius II
(268 – 270) que estava envolvido em diversas campanhas militares
consideradas demasiado sangrentas, o que levou a dificuldades na
recruta de novos soldados para as legiões romanas. Tendo o
Imperador considerado que a razão destas dificuldades residia no
facto dos homens não quererem abandonar as suas namoradas,
esposas e amantes, proibiu todos os noivados e casamentos em
Roma. Contrariando essa determinação, Valentim, bispo de Terni,
continuou a casar jovens apaixonados. Quando o Imperador tomou
conhecimento da celebração dessas cerimónias, ordenou a
decapitação do bispo Valentim, facto que ocorreu a 14 de
Fevereiro de 270.
Em 498, o
Papa Gelasius
santificou-o, passando o dia da sua morte a estar conotado com
os apaixonados.
As
festividades em honra deste santo foram, pouco a pouco,
substituindo as
Lupercais,
festa pagã da fertilidade que se realizava em meados de
Fevereiro. Durante a
Idade Média,
Valentim foi um dos santos mais populares na Inglaterra e na
França.
Vários países
adoptaram este dia como feriado. É o caso da Inglaterrra
desde o século
VII e dos Estados Unidos desde 1700.
Rodrigo Mendes
14.02.2004 |