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"HIM, UMA BANDA DE CULTO"
por
Rodrigo Mendes |
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Os Finlandeses
HIM apareceram em meados de 1995, formados por um grupo de
amigos, tendo Ville Valo como vocalista e líder. O primeiro
álbum, “Greatest Lovesong Vol.666”, teve uma boa aceitação pela
crítica Filandesa que logo considerou os HIM como a melhor banda
recém-formada do ano. Com um estilo de música único denominado
pelo grupo de “Love Metal”, o sucesso estava então garantido.
O álbum que se
seguiu, “Razorblade Romance”, levou esta banda à consagração
além fronteiras. As letras das |

Hard Club | 6 Dez 2000
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das músicas e
o som harmonioso e melancólico, fazem deste álbum um autêntico
culto . Desde o Reino Unido à Alemanha, os HIM depressa subiram
nos Tops e o single “Join Me” era das músicas mais ouvidas.
Portugal não fugiu à regra e “Join Me” foi o tema mais votado
pela rádio Comercial durante largas semanas. Os concertos pela
Europa foram-se sucedendo e quase todos os temas do álbum foram
editados em “single”. Acerca do álbum, Valo afirma que “todas
as letras falam sobre uma mulher e o primeiro contacto, sobre o
amor...”.
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Em 2001 é lançado o terceiro
álbum, “Deep Shadows And Brilliant Highlights”. As expectativas
em torno deste álbum eram elevadas, devido ao estrondoso sucesso
do álbum anterior. O desenvolvimento de “Deep Shadows” envolveu
demasiadas pessoas. A banda perdeu objectividade com diversas
opiniões exteriores, como a própria editora e críticos. Aquilo
que deveria ter sido um trabalho pessoal e mais interior,
tornou-se algo de comercial.
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Coliseu do Porto | 9 Nov 2001 |
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O som era diferente do
habitual o que tornou este trabalho mais “soft” em termos
musicais. A banda tinha-se desviado das suas próprias raízes.
Apesar das letras evidenciarem toda a expressão interior de
Valo, faltava o som “Metal” que caracteriza os HIM e o seu culto
“rock”.
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O grupo depressa se apercebeu
que era necessário voltar às suas origens, recuperar a
credibilidade “rock'n'roll” que os levou ao estrelato. Ville
Valo não perdeu tempo e em finais de 2001 começa a escrever as
letras do novo álbum. A título de curiosidade, Valo escreveu as
letras das músicas num período em que se encontrava a arder em
febre. Ele afirma mesmo que um anjo o guiou durante esses
momentos e que as letras são excertos da sua consciência.
Nos primeiros meses de 2002
as músicas estavam prontas e o grupo teve imenso tempo para
trabalhar em conjunto nos retoques finais. Faltava então um
título para o álbum, e que mais poderia ser senão a própria
definição musical de HIM e o seu mais íntimo significado, “Love
Metal”.
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"Buried Alive By Love"
videoclip (Love Metal) |
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O álbum foi lançado dia 11 de
Abril de 2003 e os digressão planeada para começar no Outono: “...tudo
dependerá da recepção do álbum por parte do público. O plano
inicial é tocar em clubs e pequenas salas de espectáculo onde o
contacto com os fãs e a intimidade é muito maior, eu gosto
disso. Vamos ver como é que as coisas correm”, afirma Valo.
“Love Metal” veio para ficar. |
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HIM no
Coliseu do Porto (2004)
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Valo (vocalista)
Coliseu do Porto 8 FEV 2004 |
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Para quem gosta realmente de
HIM, o concerto de Domingo à noite, dia 8 de Fevereiro, no
Coliseu do Porto foi razoável. Eu que já vou no 3º concerto
deles, considero que este foi o menos envolvente. A banda abriu
as hostes com o último álbum, como era de esperar, e “Soul On
Fire” foi de facto dos melhores temas interpretados em palco.
Seguiram-se temas épicos como
“Wicked Game”, “Poison Girl”, “Right Here In My Arms”, “Your
Sweet 666”, e o tão esperado “Join Me” do álbum Razorblade
Romance, melodias que exprimem toda a mística que os HIM
representam. O álbum anterior, “Deep Shadows And Brilliant
Highlights”, também não foi esquecido, e “Pretending” e “In Joy
And Sorrow” fizeram ecoar palmas de êxtase profundo dentro do
recinto.
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Os melhores temas do último
álbum, “Love Metal”, foram deixados para o final. Talvez para
que todos aqueles que tiveram a oportunidade e a ousadia de ver
os HIM ao vivo, fossem para casa ainda com os sons dilacerantes
das músicas a “rasgar-lhes” a alma. De facto, “This Fortress Of
Tears” (talvez um dos momentos mais melancólicos da noite),
“Sweet Pandemonium”, “The Funeral Of Hearts” e o tão fascinante
“The Sacrament”, levaram ao rubro todos os fãs, que não se
cansaram de saltar e de acompanhar Ville Valo no cântico de
todas as músicas. A banda terminou com “Buried Alive By Love”,
talvez a melhor interpretação dos HIM em palco.
Ville Valo dedicou um momento
ao baterista, “Gas”, que fazia anos nesse dia. O público
aplaudiu. Valo durante o concerto nunca se cansou de agradecer o
apoio dos fãs, e antes de deixar o palco terminou, dizendo: “Continuem
a ouvir-nos...”.
Rodrigo M.
FEV2004
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