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por
Gil Veloso
I
Cap. -
12.08.03
Realizando
mais de meio século de emigração pelos quatro
cantos do mundo,
os sampaenses, impulsionados pela determinação em vencer os desafios
e dificuldades naturalmente impostos pelas circunstâncias da vida e
conjuntura sócio-económica localmente vigente no país, foram, na
incessante procura, com toda a incerteza e insegurança que pudessem vir
a encontrar, abraçando pelo caminho os obstáculos linguísticos,
culturais, étnicos e até mesmo climatéricos, superando e retornando
vencedores da suas limitações natais, enriquecendo a expansão
cultural da sua terra mãe e impulsionando as capacidades e
oportunidades de desempenho dos seus filhos e gerações seguintes,
contribuindo para a progressão e desenvolvimento de um futuro melhor.
Para
os continentes
Africano
(i.e.
ex-colónias (Angola
e Moçambique)
e África
do Sul)
e América
do Sul
(i.e. Brasil
e Venezuela)
foram as primeiras apostas das famílias e parentes Veloso, Amaral,
Mendes, Marques, Mascarenhas, Mota, Rodrigues, Duarte, Cunha, Faria, Bernardes, Brito,
Garcia e os Fonseca, enquanto para a
Europa
(i.e. França
e Alemanha)
seguiu-se, pelo preço-a-evitar das guerras coloniais e isolamento na
neutralidade (“orgulhosamente sós”) na Europa, os Veloso, Faria,
Cunha, Guilherme e Mota. Outras emigrações mais recentes (anos 70-80),
realizam-se também para a Inglaterra,
Bélgica, Luxemburgo e Suiça.
Para
o “novo mundo” (América
do Norte- EUA
e Canada)
seguiu-se um comunidade menor com as famílias Lourenço e Brito.
Embora
se registe apenas passagens temporárias de nossos conterrâneos por
terras Asiáticas
(i.e.
Macau,
Japão e Coreia do Sul e Singapura)
com os Faria da Cunha e Veloso, a
Austrália
mantém com duas décadas de acolhimento e emigração da família Stoffel.
Predominam
mais de 3 gerações com formação e expressão linguística universal
do
Inglês,
Francês e Alemão, sem nunca
se sentirem destituídos das suas raízes e cultura mãe. Para isso,
contribui decisivamente os períodos de regresso e acolhimento de férias,
por parte de seus familiares locais da freguesia ( S.
Paio e Catraia).
A
contribuição é prestada e valorizada com o seu regresso, através da
construção de habitações próprias, mesmo com traços arquitectónicos
que espelham a influência que os anos de emigração tiveram na sua
forma de pensar e encarar a vida, e através da melhoria das comunicações
com aposta nos meios e formas de divulgação interna e externa (i.e.
Website, desporto, folclore, património, costumes e outros testemunhos
da cultura geral dos seus concidadãos/conterrâneos) revelando um
verdadeiro sentido de “bairrismo” convicto, educação, devotada
paixão e aposta no enraizamento alargado dos valores da
nossa
aldeia beirã - S.
Paio de Gramaços.
A
sua
qualificação surge naturalmente, contagiada tanto pela quantificação
do nível de excelência e melhoria evidenciada do seu património, como
pelo reconhecimento obtido pelos valores globais conquistados (i.e.
melhoria progressiva, convicções e competências, perspectivas e
afirmação globalistas - “pensar global e agir local”), com o
autentissísmo que caracteriza uma verdadeira -
Aldeia
Global.
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