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A Igreja Paroquial tem como
titular S. Pelágio, afirmando-se dela que foi mudada de outro local fora da
povoação. Frontaria com porta e janela do coro de vãos rectangulares e de
friso e cornija, dos Sécs. XVII-XVIII. Torre à direita de dois corpos,
esquinas em linha ondulada, remate balaustrada e cobertura bolbosa e quadrada;
obra do final do Séc. XVIII ou começo do seguinte. Tectos em apainelados
simples. Três retábulos simples. O principal de duas colunas e camarim, é uma
tela secundária, representando o martírio do seu órago, S. Pelágio, assinada
por “Anto. Je. Gonçalves”, com a indicação de que “Pintou em Coimbra em
Maio de 1856”. Contém o mesmo retábulo as esculturas de pedra de S. Pelágio
(São Paio), da Segunda metade do Séc. XV e da Virgem com o Menino (Nª. Sr.ª.
da Graça) dos Sécs. XVI-XVII, secundária. Existem ainda no interior da Igreja
imagens de N.ª Senhora do Rosário, em pedra, do Séc. XVI; de Santo António,
em madeira, dos Sécs. XVII-XVIII, regular. Na capela - mor, em rodapé,
encontram-se alguns azulejos sevilhanos, do Séc. XVI, mas colocados
modernamente.
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A
Capela da Nossa Senhora dos Milagres encontra-se construída num belo espaço
arborizado que quase circunda o templo e onde tílias ramalhudas, sempre verdes,
refrescam os forasteiros em tardes de canícula. Espaço este cada vez mais integrado nos limites da povoação, dada a enorme
expansão urbanística que a mesma revelou nos últimos anos.
Trata-se de uma
construção relativamente moderna, secundária, não muito ampla, imitando os
tipos regionais setecentistas. Segundo largo letreiro latino, foi começada em
1850, aumentada em 1867 e decorada em 1879. Mostra a data de 1851 na porta
principal e a de 1867 na da sacristia. O altar - mor e colaterais são obras da
região, imitando de certo modo os do século anterior. O seu interior
preenche-se com esculturas correntes ao tempo da sua construção.
Merece
especial referência a romaria que se realiza (anualmente) a 15
de Agosto, no vasto espaço do santuário da Nossa Senhora dos
Milagres, sempre com grande afluência dos romeiros, alguns
vindo de longe para se deslumbrarem com os célebres arraiais de
fogo de artifício (foguetões e fogo preso) que pintam e
estrelam o céu de mil cores, deliciando a assistência que por
vezes solta palavras de espanto. Dizem
os antigos que na sua mocidade era uso instalarem no terreiro
uma barraca de chá com bebidas, servidas pelas meninas mais
gentis de S. Paio de Gramaços.
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Muito importante na freguesia em termos de património religioso é, sem
dúvida, a Capela do Cemitério Paroquial. Dedicada ao Bom Jesus Redentor, foi
construída em 1909, sob o alto patrocínio do Prof. Doutor António Garcia de
Vasconcelos e a quem se deve terem sido para lá levadas diversas obras de
colégios - conventuais de Coimbra. Tem amplidão e um agradável arranjo, pois
que o seu projecto e acomodação foi feito segundo a direcção do Prof.
António Augusto Gonçalves, a quem se deve a restauração da Sé - Velha de
Coimbra e muitas obras primas que o seu génio de exímio artista concebeu e
realizou e que se encontram espalhados por todo o país.
No retábulo único está um grande Crucifixo de
madeira, em carvalho natural, são trabalhos de raro valor, executado por aquele mesmo professor. Nas ombreiras do cruzeiro, em mísulas, levantam-se as grandes esculturas, originárias do colégio de S.
Bento mas idas da Sé Velha, de S. Gregório Magno e Santo Amaro. do fim do
Séc. XVII, regulares, pequeno cadeirão para os ofícios fúnebres, do Séc.
XVIII. A capela-mor é revestida de azulejos policromos, em tipo de caixilharia
recruzetada encerrando florões, sendo o corpo de azulejos azuis e rosas
espalmadas.
Sob a capela-mor
ficou uma cripta, jazigo mandado construir pelo Prof. Doutor António
Vasconcelos. Revestem as paredes de azulejos referido tipo de caixilhos. O
retábulo de pedra de ançã, em estilo renascentista, que representa em alto
relevo, a cena dolorosa do calvário, notável pelo seu
realismo. Este trabalho primoroso é da autoria executada de
outro artista Conimbricense João Machado, possuindo os brasões da família e do bispo que o
sagrou. No mesmo cemitério há ainda um nicho de Almas, de pilastras, datado de 1787.
Desta capelinha, jóia de arte moderna, disse o grande poeta
Eugénio de Castro ao contemplá-la com admiração: «É um
regalo para os olhos e um mimo para o coração!».
mais
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Em meados do séc. XVI foi
criada nesta freguesia uma Santa Irmandade do Mártir S. Pelágio, cujos estatutos aprovados por alvará de D. João III
dado em Almeirim, a 20 de Outubro de 1543.
O
décimo quinto rei de Portugal cujo nascimento Gil Vicente
saudou recitando à cabeceira da parturiente o Auto de
Visitação, quis filiar-se na Irmandade recém-criada,
declarando-se seu protector e juiz perpétuo.
Uma
honra talvez única em todo o País que ficou assinalada para
todo o sempre, a enriquecer ainda mais a magnífica história de
S. Paio de Gramaços. Podemos
através da resenha histórica > A
religião e a sua importância - saber como nasceu a
confraria da N.ª Sr.ª dos Milagres, o porquê da construção
do templo da N.ª Sr.ª e outros dizeres acerca da importância
da religião no povo Sampaense.
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As
Alminhas completam o património religioso da freguesia, sendo muitas e
espalhadas ao longo de todo o território.
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